Era Julho de 2011, quando então eu decidi me informar melhor sobre os programas de intercâmbio. Viajar para um outro país, conhecer uma nova cultura e aperfeiçoar o idioma era um sonho de longa data. Participei de palestras, li muito sobre o assunto na Internet e liguei para diversas agências para descobrir qual era a melhor opção.
Os programas de férias pareciam ótimos, pois eram realizados num curto período de tempo, entretanto tinham um custo que não se encaixava no meu bolso. E agora?
Foi então que eu descobri o Au Pair. Um programa de intercâmbio destinado, principalmente, a jovens mulheres o qual consiste em morar na casa de uma família de outro país (EUA, Alemanha, Áustria, França ou Holanda) e ser responsável pelas crianças (levar e buscar na escola, alimentar, ajudar com os deveres, colocar para dormir, etc). Em contra partida a família arca com as despesas de hospedagem e alimentação, além de pagar um salário pelo trabalho e fornecer uma bolsa de estudos de determinado valor. O programa parecia ótimo e seu custo ainda era super baixo. O único problema era que um dos pré requisitos era ter disponibilidade para ficar 12 meses fora. Um ano pode passar rápido ou pode ser uma eternidade, tudo depende do ponto de vista, então era algo para se pensar. Conversei com muita gente sobre isso e então decidi me inscrever.
Procurei as agências que ofereciam este tipo de programa, visitei cada uma e então optei pela CI. Fui super bem atendida pela Denise que me deu toda a assistência. Contratei o programa em Setembro e então comecei a providenciar toda a papelada. Minha ideia era viajar até Fevereiro deste ano, antes de começarem as aulas. Porém, demorei 2 meses para conseguir terminar meu application, com todas as comprovações e referências solicitadas. Depois disso, a agência ainda revisou tudo para só depois meu perfil ficar online e as famílias poderem entrar em contato. Quando isso veio a acontecer, já era a segunda semana de Dezembro e eu me vi desesperada, rezando para as famílias entrarem em contato logo, o que não aconteceu.
Na primeira semana de Fevereiro eu fui até a CI decidida a solicitar o cancelamento do programa, pois os prazos estavam expirando e eu já havia feito matrícula na faculdade e nos cursos de inglês e de teatro. O pessoal da agência, porém, me instruiu a não cancelar e disseram que tentariam prorrogar o programa para eu poder viajar só no final deste ano. Ótimo, pois eu tinha definido minha vida aqui e as coisas estavam maravilhosamente bem.
Num belo domingo de manhã eu tive uma baita surpresa: recebi um email da organização americana informando que uma família havia solicitado meu contato. Gelei. Foi quando eu vi que a própria família havia me enviado um e-mail questionando o melhor horário para eles entrarem em contato comigo. OMG!
Respirei fundo e respondi o e-mail agendando uma conversa por skype para a mesma noite. Foi um dia tenso. Pesei os prós e contras de fechar com aquela família naquele momento, mas não era uma coisa que dependia só de mim: eles tinham que gostar de mim e eu deles para então fazermos o matching. Outra grande preocupação foi com relação ao meu inglês, pois era chegada a hora de ver se os anos de estudo tinham me rendido algum bom resultado.
Conversamos no horário combinado e tive duas boas surpresas: a primeira foi que eu consegui entender e falar em inglês durante toda a conversa com a família; a outra foi que eu me encantei com a família e não me restaram dúvidas sobre ir ou não.
Conversamos novamente no dia seguinte, e na terça-feira fechamos. Rápido assim. Então começou a correria: tranca faculdade, cancela os cursos, agenda entrevista para o visto, conversa com família sobre o que levar... Correria que só tende a aumentar até o dia do embarque, 15 de Abril.
Bom, com todo este acontecimento decidi criar este blog para compartilhar com meus familiares e amigos essa minha experiência que se estenderá pelos próximos 12 meses.
Espero que vocês gostem.
Até o próximo post!
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