sábado, 31 de março de 2012

I got my visa

O título deste post é, sem dúvidas, uma das frases mais felizes ditas por au pairs. E eu não poderia deixar de fazer um post exclusivo sobre este assunto.

Até eu chegar ao consulado, em São Paulo, ouvi diversas histórias que realmente me deixaram um pouco com medo de não conseguir o visto. Porém, como tenho toda a assessoria da agência de intercâmbio, o pessoal me ajudou a preparar a documentação e também me instruiu como as coisas aconteceriam no consulado.

Bom, uma das coisas que eu ouvi e que de fato é verdade é com relação à quantidade de pessoas que vai ao consulado diariamente. Como eu não queria perder o dia todo esperando nas filas para fazer a entrevista, cheguei ao consulado às 5h30min da manhã e já havia umas 20 pessoas na fila. Quando o consulado abriu, às 6h30min, deveria ter umas 200 pessoas ou mais.

No consulado só entra quem tem a folha do agendamento da entrevista (nada de acompanhante) sem NENHUM objeto eletrônico, inclusive celular. Se você esqueceu algum documento ou você dá um jeito de providenciar ou reagenda a entrevista; já no caso de possuir qualquer objeto eletrônico, você é obrigada a guardar suas coisas em guarda-volumes de terceiros. De uma forma ou de outra, para entrar no consulado novamente você é obrigada a ir para o final da fila. E é aí que muita gente acaba ficando o dia inteiro por lá.

Bom, depois de passar pelo detector de metais, fui até o balcão onde entreguei meus documentos básicos: passaporte, foto 5x5, taxa do visto paga no citibank e formulário DS-2019 (a documentação às vezes varia um pouco de acordo com o tipo do visto). Neste balcão eu ganhei uma senha e esperei ser chamada. A senha só serviu para eu retirar meus documentos novamente e de lá tive que seguir para a fila das impressões digitais. Depois de tirar as digitais, fui então para a fila da entrevista. Sinceramente, a parte mais rápida de todo o processo. Esperei uma meia hora na fila e então fui para o guichê, entreguei meus documentos novamente e a entrevista foi assim:

Cônsul - Bom dia!

Micheli - Bom dia!

C - Qual o motivo da viagem?

M - Intercâmbio como au pair.

(A partir daqui a conversa foi em inglês)

C – Por que você quer ser au pair?

M – Porque eu acho muito importante aprender um novo idioma e compartilhar culturas.

C – Você já é formada?

M – Ainda não, mas estou estudando.

C – O que você estuda?

M – Comércio Exterior. Um intercâmbio é muito importante para meu curso. Pretendo aperfeiçoar meu inglês para quando voltar me formar e procurar um trabalho na área.

C - Ótimo! Onde você vai morar nos Estados Unidos?

M - Em Scarsdale, New York

C - Ok, seu visto foi concedido. É só sair e pagar a taxa do sedex.

M – Obrigada.

Muito mais simples do que eu imaginei. Eu havia levado um monte de documentos para comprovar meus vínculos aqui no Brasil, mas no fim não precisei utilizar nada.
Porém, com certeza é melhor prevenir, porque depois fica difícil de remediar...

Paguei o sedex e fui embora, feliz da vida. Sai de lá às 8h15min da manhã e ainda deu tempo de fazer umas comprinhas...

Agora, só falta fazer as malas.

Beijos!

#Ficaadica: Quando for tirar seu visto, procure uma boa agência de viagens que tenha experiência neste assunto. Eles vão te assessorar no que for preciso. Vale a pena gastar um pouco mais, do que perder a viagem por falta de informação.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Destino

No post anterior (enorme por sinal) falei de várias coisas, mas esqueci de responder a uma das principais perguntas que já ouvi: "Para onde você vai?"
A resposta é Scarsdale, New York.
Onde?
Eu nunca tinha ouvido falar nesta cidade antes, então tive que pesquisar um pouco....
Scarsdale é uma cidadezinha com aproximadamente 18mil habitantes que fica a 30 minutos de New York City. Ela está situada no distrito de Westchester, no estado de New York.
A comunidade é bem focada em educação e esportes, sendo um lugar seguro e calmo.
As ruas possuem árvores centenárias e todas as casas foram construídas no início de 1900. As crianças andam de bicicleta, as famílias passeiam com os cachorros, o caminhão do sorvete enlouquece a garotada, as casas não tem muro... Coisas que a gente tá acostumado a ver nos filmes.
Quanto as atrações, vou ter que esperar chegar na cidade para descobrir o que ela oferece. Pelo o que pesquisei, pude descobrir que lá tem ótimos restaurantes e uma conceituada casa de vinhos.



Beijos,
até o próximo post.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Como tudo começou

Era Julho de 2011, quando então eu decidi me informar melhor sobre os programas de intercâmbio. Viajar para um outro país, conhecer uma nova cultura e aperfeiçoar o idioma era um sonho de longa data. Participei de palestras, li muito sobre o assunto na Internet e liguei para diversas agências para descobrir qual era a melhor opção.
Os programas de férias pareciam ótimos, pois eram realizados num curto período de tempo, entretanto tinham um custo que não se encaixava no meu bolso. E agora?
Foi então que eu descobri o Au Pair. Um programa de intercâmbio destinado, principalmente, a jovens mulheres o qual consiste em morar na casa de uma família de outro país (EUA, Alemanha, Áustria, França ou Holanda) e ser responsável pelas crianças (levar e buscar na escola, alimentar, ajudar com os deveres, colocar para dormir, etc). Em contra partida a família arca com as despesas de hospedagem e alimentação, além de pagar um salário pelo trabalho e fornecer uma bolsa de estudos de determinado valor. O programa parecia ótimo e seu custo ainda era super baixo. O único problema era que um dos pré requisitos era ter disponibilidade para ficar 12 meses fora. Um ano pode passar rápido ou pode ser uma eternidade, tudo depende do ponto de vista, então era algo para se pensar. Conversei com muita gente sobre isso e então decidi me inscrever.
Procurei as agências que ofereciam este tipo de programa, visitei cada uma e então optei pela CI. Fui super bem atendida pela Denise que me deu toda a assistência. Contratei o programa em Setembro e então comecei a providenciar toda a papelada. Minha ideia era viajar até Fevereiro deste ano, antes de começarem as aulas. Porém, demorei 2 meses para conseguir terminar meu application, com todas as comprovações e referências solicitadas. Depois disso, a agência ainda revisou tudo para só depois meu perfil ficar online e as famílias poderem entrar em contato. Quando isso veio a acontecer, já era a segunda semana de Dezembro e eu me vi desesperada, rezando para as famílias entrarem em contato logo, o que não aconteceu.
Na primeira semana de Fevereiro eu fui até a CI decidida a solicitar o cancelamento do programa, pois os prazos estavam expirando e eu já havia feito matrícula na faculdade e nos cursos de inglês e de teatro. O pessoal da agência, porém, me instruiu a não cancelar e disseram que tentariam prorrogar o programa para eu poder viajar só no final deste ano. Ótimo, pois eu tinha definido minha vida aqui e as coisas estavam maravilhosamente bem.
Num belo domingo de manhã eu tive uma baita surpresa: recebi um email da organização americana informando que uma família havia solicitado meu contato. Gelei. Foi quando eu vi que a própria família havia me enviado um e-mail questionando o melhor horário para eles entrarem em contato comigo. OMG!
Respirei fundo e respondi o e-mail agendando uma conversa por skype para a mesma noite. Foi um dia tenso. Pesei os prós e contras de fechar com aquela família naquele momento, mas não era uma coisa que dependia só de mim: eles tinham que gostar de mim e eu deles para então fazermos o matching. Outra grande preocupação foi com relação ao meu inglês, pois era chegada a hora de ver se os anos de estudo tinham me rendido algum bom resultado.
Conversamos no horário combinado e tive duas boas surpresas: a primeira foi que eu consegui entender e falar em inglês durante toda a conversa com a família; a outra foi que eu me encantei com a família e não me restaram dúvidas sobre ir ou não.
Conversamos novamente no dia seguinte, e na terça-feira fechamos. Rápido assim. Então começou a correria: tranca faculdade, cancela os cursos, agenda entrevista para o visto, conversa com família sobre o que levar... Correria que só tende a aumentar até o dia do embarque, 15 de Abril.
Bom, com todo este acontecimento decidi criar este blog para compartilhar com meus familiares e amigos essa minha experiência que se estenderá pelos próximos 12 meses.
Espero que vocês gostem.

Até o próximo post!