terça-feira, 24 de julho de 2012

New York State Driver's License - I got it!

Oi gente,

Lembro que comentei com vocês sobre minhas aulas práticas para tirar a carteira de motorista daqui, mas acabei não contando sobre o final da história...
Bom, depois de fazer minhas aulas práticas, o que não era teoricamente necessário, fiz meu teste escrito. Para este teste eu estudei toda a apostila sobre direção, porém, no dia antecedente à prova descobri que no site do Department of Motor Vehicles há uma apostila online e que no final de cada capítulo há um quiz. Adivinha? Todas as questões que estavam no quiz, estavam também na prova. Porém, o quiz continha 100 perguntas e a prova só 20. Fiz a prova, tirei a foto, paguei as taxas. Depois agendei minhas 5h de aula teórica em uma auto-escola. Depois de concluída, marquei meu teste prático. Especificamente, aqui em New York, demora quase um mês desde a data em que você agendou até o dia da prova.
O dia do teste prático foi bem engraçado, e definitivamente, acho que tem algumas coisas que só acontecem comigo. Como a minha host pagou todo o processo para eu tirar a carteira, ela optou para eu fazer a prova com o carro da auto-escola (aqui você pode fazer com o seu próprio carro, se quiser). O instrutor me buscou em casa, uma hora e meia antes da prova, para eu ter uma última aula para praticar. A prova seria em White Plains, uma cidade vizinha que eu conheço; mas o instrutor disse que o lugar mais tranquilo para praticar era em New Rochelle, outra cidade vizinha, mas que eu não conheço. Ele não sabia como chegar da minha casa até New Rochelle, o que eu achei estranho... Mas ele ligou o GPS e tudo resolvido. O instrutor era um senhor de uns 50 anos de idade, muito simpático e bom de conversa. Quando faltava meia hora para a prova começar, estávamos num lugar que eu nunca tinha ido antes, mas eu estava tranquila porque, afinal, ele era o instrutor e deveria saber aonde estava me conduzindo. Eis que entramos num cruzamento e ele diz para eu encostar o carro, para podermos trocar de lugar, uma vez que eu não era permitida a dirigir no local onde seria a prova. Encostei, trocamos de lugar e de repente ele diz: "Onde é que a gente tá?". Oi? Pensei que ele estivesse brincando... Mas aí ele entrou em pânico e disse que tinha se enganado e não fazia idéia de onde a gente tava. Gelei! Eu não sabia se ria ou se chorava da situação. Ele pegou o GPS, colocou o endereço e disse que não ficava muito longe de lá... Cerca de 20min para chegarmos. Ah, beleza então. Porém, era uma sexta-feira a tarde, um calor infernal e um trânsito absurdo! Demoramos 20 min para dar a volta no quarteirão. Depois, pegamos alto estrada e tivemos que cruzar a cidade para chegar ao lugar da prova. No caminho, o instrutor me pediu milhões de desculpas e ficou perguntando se eu estava chateada com ele. Chegamos 30min atrasados e ainda tivemos que esperar o fiscal voltar do intervalo. Enquanto a gente esperava, o instrutor ligou para o filho dele que tá cursando faculdade na Califórnia e ficou conversando com ele no viva-voz. Cada palavrão que o filho dele falava, ele olhava pra mim, morrendo de vergonha e pedia desculpas. Até que uma hora quem soltou um palavrão foi meu instrutor. Aí eu não consegui segurar o riso. Ele ficou vermelho e me pediu desculpas... Mas o filho dele não entendeu o motivo das desculpas e perguntou o que tava acontecendo. Meu instrutor diz: To com uma garota no carro. O filho dele: WHAT? Ai ele explicou que era uma aluna...
O teste foi super tranquilo e na hora já saiu o resultado. A fiscal disse que em até 90 dias eu receberia minha carteira de motorista, mas esta já chegou semana passada! A única coisa ruim é o "UNDER 21" em vermelho ao lado da foto, que vai me dar muito problema para entrar nas baladas, mesmo quando eu já tiver 21. Entretanto, só o fato de não precisar levar passaporte e PID para todos os lugares, já é um alívio.
Já que este post está bem grande, no decorrer da semana, vou fazer outro mais específico sobre o que é preciso e como funcionada para tirar a carteira de motorista aqui. Para finalizar, segue o modelo da carteira de motorista daqui:

Beijão

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Três meses

Na segunda-feira fez três meses que cheguei nos States e eu fiquei me perguntando onde este tempo foi parar...
Lembro como se fosse ontem o dia em que deixei o Brasil, a cena mais triste da minha vida. Após eu entrar na área de embarque, olhei para trás e vi meus amores acenando, chorando como eu, felizes e tristes por eu estar partindo. O impulso de desistir de tudo e ficar foi quase incontrolável, mas foi nesse dia, quando eu decidi seguir adiante, que eu  aprendi a ser me tornei um pouco mais forte.
O primeiro mês aqui foi muito complicado. Não conhecia muitas pessoas, era super insegura com relação ao meu inglês, e a drástica mudança na rotina fez a saudade apertar ainda mais... Mas eu sobrevivi, mesmo que alguns dias parecessem não ter fim, mesmo não conseguindo segurar o choro, mesmo desejando fechar os olhos e só abri-los quando estivesse com minha família novamente.
Então veio o segundo mês e as coisas ficaram mais fáceis, principalmente porque ampliei meu círculo de amizade. E desde então, parei de sofrer pensando em coisas ruins e decidi aproveitar ao máximo desta experiência. Agora o difícil é pensar em deixar este lugar, estas pessoas.
Posso dizer que nesses três meses me tornei um pouco mais independente, mais forte. Mudei conceitos, aprendi sobre outras culturas, me acostumei a algo diferente. Compreendi que  dinheiro vai e vem, mas que há coisas pelas quais vale a pena se sacrificar. Encontrei verdadeiros amigos. Visitei lugares maravilhosos. Voltei a falar com pessoas que há muito não falava... E ainda estou em constante mudança.
Já faz três meses?! São só três meses?! E o tempo que há por vir, será que é suficiente? 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Mudanças

Oi gente!

Nossa, eu tenho tanta coisa pra contar, mas me falta tempo para escrever. 
Para começar então, vou falar do final de semana que passou, o qual dá título a este post.
Eu sempre fui uma pessoa bem desligada do mundo dos esportes e traumatizada no quesito futebol. Sempre  preferi assistir peças de teatro do que ir a um jogo. Porém, depois que cheguei aqui houveram algumas mudanças. Eu ainda sou apaixonada por teatro, mas jamais pensei que assistiria a uma luta de UFC. E foi exatamente isto o que eu fiz no sábado a noite. Sai com a Carol e nos encontramos com outras brasileiras num barzinho para assistir a luta do Anderson Silva. Me diverti demais! Uma onda de patriotismo nos tomou e estávamos todas fazendo a maior bagunça com a bandeira do Brasil e na maior torcida para o Anderson Silva ganhar. É lógico que foi uma situação super engraçada, já que o bar estava cheio de americanos nos olhando de cara fechada... E tenho que confessar que me senti um pouco mais aliviada depois que a luta acabou. Nunca pensei que fosse dizer isso, mas que luta linda! HAHAHA!


O domingo já foi um pouco mais calmo. Fui a igreja de manhã, e a tarde fui com a Carol até o Brooklyn. Atravessamos a ponte e fomos até o jardim do outro lado. Comentário especial para o espanhol que conhecemos lá. Ele me pediu para tirar uma foto dele e depois engatamos numa conversa. Ele muito educado e simpático, comentando sobre a vontade dele de morar em Manhattan e o alto custo de vida de lá... Eis então que eu digo que somos do Brasil, aí a cena acontece constrangedoramente em câmera lenta: ele diz "Oh, Brasil?!", pisca algumas vezes para a cair a ficha e então nos olha dos pés a cabeça! Eu e a Carol queríamos nos atirar no mar nessa hora! Tenho que dizer que não é a primeira vez que isso acontece e que muitas outras meninas já passaram por isso também. Sinceramente, tenho medo de saber o que as pessoas pensam sobre a mulher brasileira, uma vez que quando digo de onde sou sempre acontece essa "checada" que definitivamente me deixa muito sem graça! O cara poderia ter sido mais discreto, pelo menos.
Na volta para casa acabamos nos rendendo aos encantos do jardim da biblioteca pública, como de costume. Sem dúvidas, vai ser um dos lugares que mais vou sentir falta quando chegar a hora de voltar pra minha terra.


















This is it!
Beijão

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Chegou o verão

Sempre soube que aqui fazia muito frio, mas não imaginava que fizesse tanto calor. Desde semana passada estamos tendo dias acima de 30ºC! É claro que com todo essa calor e com os dias maravilhosamente lindos é impossível ficar trancada dentro de casa.
Na sexta a noite fui pra balada com a Carol e mais uma au pair brasileira, na cidade vizinha mesmo. Não foi lá grande coisa, mas pelo menos a música era boa.
No sábado fomos ao Museu de Cera Madame Tussauds, em NYC (http://www.madametussauds.com/NewYork/). AMEI! Há     personagens muito fiéis, que parecem que vão sair andando a qualquer momento de tão reais que são. Na minha opinião, os mais fiéis são o Brad Pitt, Denzel Washington e Justin Timberlake. Porém, havia alguns que decepcionavam um pouco, como a Taylor Swift e para a minha tristeza o Robert Pattinson. De qualquer forma, nos divertimos muito e tiramos milhões de fotos. Quando saímos de lá já era noite, então ficamos pela Times Square e depois fomos para o jardim da Biblioteca Pública. É impressionante a magia que aquela cidade tem! Eu poderia passar horas admirando a beleza daquele lugar... É tão reconfortante que chega a ser inspirador.
No domingo, como as meninas dormiram aqui em casa, acordamos um pouco mais tarde, tomamos café e fomos para a Rye Beach (http://maps.google.com.br/maps?hl=pt-BR&tab=wl). A gente tá acostumada com as belas praias do Brasil, públicas e abertas a qualquer hora para qualquer um. Aqui não é assim. A praia é toda cercada, tem guarita, abre às 9h e fecha às 21h. Quando chegamos lá, pagamos $10 por pessoa para poder ter acesso à praia. De um lado da cerca havia um gramadão lindo, com árvores; do outro, areia e mar. Alugamos um guarda-sol e nos acomodamos. Mas a areia aqui é muito mais grossa e a água é tão fria que não dá coragem de entrar no mar. Resumindo a história, ficamos um tempo sob o guarda-sol e depois nos rendemos ao gramado, já que o calor estava insuportável.
E para não perder o costume, segue o registro dessa aventura:






Beijão